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quarta-feira, 3 de março de 2010

¨¨O cheiro da morte¨¨


Por esses dias eu andei sentindo o cheiro da morte. Não foi nada demais, nada bizarro, aterrorizante ou mórbido.
Apenas um cheiro.
Aconteceu assim: eu, minha mãe e uma vizinha estávamos na sala tomando chimarrão comendo pipoca e assistindo 'Outono em Nova York' quando, de repente, minha mãe me olhou e disse: "vocês não estão sentindo um cheiro de morte?"
Não, nós não estávamos sentindo cheiro algum, não naquele momento. Pouco depois um ventinho leve entrou pela porta aberta refrescando aquele calor quase insuportável. Foi nesse momento que eu disse: "mãe, agora eu senti o cheiro."
Nossa vizinha não sentiu, mas ele estava lá. Eu não explicar como é exatamente o cheiro. É uma mistura do cheiro de uma pessoa morta, com flores e mais alguma coisa que não sei dizer o que seria. É basicamente como aquele cheiro que a gente sente quando entra em uma sala onde estão velando alguém. Aquelas salas sempre tem um cheiro estranho, não tem???
Eu não sei explicar muito bem porque só fui em um velório em toda a minha vida. Era o velório da minha avó. Eu tinha 12 anos. Eu lembro que a sala tinha um cheiro esquisito mesmo, mas para mim a morte dela teve mais cheiro de leite com nescau, porque quando meu tio chegou aqui em casa para dar a notícia, era isso que eu estava bebendo, então quando penso na morte dela, não lembro daquele cheiro de sala de velório, mas sim de cheiro de leite com nescau. Vai ver cada morte tem lá  seu próprio cheiro, ou talvez não tenha cheiro algum...
Mas que aquele cheiro de sala de velório andou aqui por casa, ah, disso eu não tenho dúvida.

***

Isso me fez pensar na vida, ou na morte, sei lá. Acho que pensei nas duas coisas, em como elas estão ligadas, em como tudo é tão pequeno, tão simples. Em como as coisas podem acabar em um simples piscar de olhos. E em como as pessoas ficam se lamentando por causa de uma coisa tão natural como a morte. Quer dizer, a gente passa a vida inteira sabendo que vai acabar, que sempre acaba, então, por que o drama nos velórios??? Eu acho de uma falta de respeito com o morto as pessoas ficarem durante horas olhando e chorando como se fosse o fim do mundo. Não que seja falta de respeito sentir dor, saudade ou uma melancolia enorme, nem o fato de chorar em si, mas o fato de chorar exageradamente, sofrer exageradamente, fazer tudo exageradamente (sendo que muita gente que vai em velório nem gosta do tal ser que é velado). Que ser humano gostaria que as pessoas ficassem chorando por sua causa??? Eu, definitivamente, não. Toda a minha família e os meus amigos sabem que quando morrer eu quero que doem os meus órgãos, depois façam um velório bem rápido (nada dessa história de as pessoas ficarem horas olhando pra mim e se lamentando) e mandem me cremar. Eu sei que é muito fácil falar, mas que na hora as pessoas não agem assim, mas é como deveria ser (pelo menos pra mim, e eu não sou a dona da verdade). Quem fica aqui tem que continuar vivendo, e eu sei que se eu morresse hoje teriam algumas pessoas no meu velório, pessoas que eu gosto muito e, ainda bem, eu consegui fazer amigos nesses, poucos, 21 anos de vida, e eu não gostaria de ver as pessoas sofrendo por mim.
Isso me fez lembrar de uma coisa que eu li em algum lugar, agora não consigo lembrar onde:

"Eu fiz um acordo de existência pacífica com a morte: nem eu fujo dela, nem ela corre atrás de mim.
Um dia a gente simplesmente se encontra."

Será que eu estou sendo fria??? Porque normalmente eu sou até bem emotiva (sentimental, dramática, chorona...), mas a morte é uma coisa natural, simples. Uma coisa certa, aliás, uma das poucas coisas de que a gente pode ter certeza.
Bem, o que eu queria mesmo saber é qual será o cheiro da minha morte. Sim, porque a minha morte não pode ter aquele cheiro de defunto misturado com flores e mais alguma coisa. Eu não quero flores no caixão não, acho horrendo. Quem quiser me dar flores, que dê agora (de preferência orquídeas e flores do campo).

***

Isso me fez lembrar que essa semana eu assisti (pela milésima vez) "A Sobrevivente". No filme  a personagem conta que, antigamente,  os cravos eram muito usados nos velórios para disfarçar o cheiro de putrefação, já que não se sabia ainda como preservar os cadáveres e essa flor tem um cheiro bem forte.
Não que isso interesse, foi só um comentário sem utilidade alguma.

***

Aliás, o post inteiro não teve utilidade alguma né... Só comecei a escrever sobre isso porque o cheiro que eu e minha mãe sentimos aqui em casa me deixou intrigada, pensativa (e meio doidona).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

¨¨Só um papinho sem sentido sobre destino¨¨

Eu acredito, e muita gente não acredita, mas eu acredito em destino.

Eu acredito que as coisas nunca contecem por acaso, elas acontecem porque precisam acontecer.

Às vezes as pessoas ficam se perguntando o motivo de determinadas situações, os 'por quês', mas é muito simples: destino, apenas destino. E ninguém passa por esse mundo ileso de sofrimentos e tristezas, porque no destino de todos nós existe um poquinho de dor, e no fundo isso até que é bom, porque é isso que faz de nós seres humanos melhores, humanos de verdade.

Ninguém é feliz o tempo todo, e felicidade não vem de bandeja: se fosse assim todos viveriam sorrindo o tempo inteiro, e nós sabemos que isso não existe, porque todo mundo tem seus momentos de tristeza lá de vez em quando.

Se algumas vezes nós sentimos dor, é porque precisa mesmo doer, a final de contas, todos nós temos sentimentos, e que espécie de ser nós seríamos se fosse diferente??? Dói porque a dor também está no nosso destino.

Eu sempre acreditei que as coisas que acontecem na nossa vida nunca são apenas fatos isolados e no fundo tudo está interligado de alguma forma, e no fim tudo faz sentido e tudo se encaixa como se a vida fosse um perfeito quebra-cabeça.



*** só para não fugir do assunto...

Quando era criança eu e minha família morávamos em Pelotas, no mesmo pátio que os pais do meu pai. Quando eu estava prestes a completar meus 12 anos de idade nós nos mudamos para Porto Alegre. No início eu detestei a ideia de abandonar a escola, as amigas, minha irmã que vive lá até hoje e,odiei também ter que dar meus porquinhos da índia para uma amiga (que cuidou muto bem deles, por sinal), mas hoje eu vejo que essa mudança foi boa. Na verdade nos mudamos porque meus avós (avós???????) paternos não nos queriam mais morando lá (sendo que não morávamos lá de favor) e, também, eles nunca gostaram da minha mãe. É bem verdade que quando minhas irmãs eram pequenas eles cuidavam delas pra minha mãe poder trabalhar, mas também é bem verdade que aquele velho nojento e asquerozo tentou algumas vezes abusar das duas (mas nunca conseguiu). Comigo eles nunca tentaram nada, mas é aquela história: mexeu com minhas irmãs, mexeu comigo!
Minha mãe só ficou sabendo disso muitos anos depois, quando uma das minhas irmãs já era até casada e mãe de uma menininha (sendo que hoje essa menininha passa férias aqui em casa e tem quase 15 anos). Foi pouco depois da minha mãe descobrir isso que nos mudamos, a final de contas, a convivência estava péssima e insuportável mesmo.

¨¨É aí que entra de novo aquele papinho sem sentido sobre destino¨¨

O destino quiz e fez com que as coisas acontecessem desse jeito. Agora eu vejo que por alguns momentos as coisas podem ter sido complicadas, mas que nada aconteceu por um mero acaso. Se nada disso tivesse acotecido eu não teria feito os (melhores) amigos que fiz, nem teria conhecido aqueles "amigos da onça" que já tentaram puxar meu tapete (mas que são fundamentais para a gente aprender que nem todo sorriso é verdadeiro), nem teria vivido todas as coisas (muito boas e outra um pouquinho ruins) que vivi, nem teria encontrado meu C.T.G. que eu AMOOOOO e, com certeza eu não seria quem eu sou hoje e nem conseguiria ver as coisas da forma que eu vejo (não que eu tenha a pretensão de achar que sou uma pessoa perfeita ou que vejo as coisas da forma certa, mas estou bem satisfeita com minha vida e comigo mesma).

E quanto aos 2 idosos que ficaram lá em Pelotas se sentindo vitoriosos, os donos do mundo que nunca precisariam da ajuda de ninguém... hoje são 2 "pessoas" que vivem sozinhas, com problemas de saúde, abandonadas a própria sorte sem ninguém que estenda a mão. E por que eles vivem assim? Para mim, destino. Porque eu acho que o destino sempre se encarrega de dar o merecido castigo para aquelas pessoas que passam a vida inteira fazendo mal para as outras pessoas, até porque, como já diz aquele velho ditado: a vingança divina tarda, mas não falha.
E talvez algumas pessoas achem que eu estou sendo um tanto quanto cruel, mas o fato é que eu não esqueço jamais que os canalhas também envelhecem.

E quanto a mim, bem, eu não sei o que o destino me reserva, mas seja lá o que for eu espero sem medo algum, porque eu aprendi a ter consciência de que não importa o que aconteça, sempre acontece por algum motivo, e por mais que pareça muito ruim, sempre existe um lado bom, a gente só precisa saber avaliar as coisas por mais de ângulo e então a gente vai perceber que no fundo tudo tem um sentido e o destino sempre faz tudo se encaixar.


p.s.: a imagem não tem nada a ver com o assunto, mas tudo bem, porque nada por aqui está fazendo muito sentido mesmo, e o calor está afetando meus neurônios, e também, eu gosto dessa imagem e quiz colocar ela aí mesmo assim e que se dane se "não combina"... e ponto final.

e valeu pela força que vocês dão nos comentários, pela torcida pra que tudo fique bem e essas coisas todas. Valeu mesmo. É bom ver que tem pessoas que desejam que eu fique bem!

Beijosssss amoressss....

sábado, 23 de janeiro de 2010

¨¨Quem avisa, amigo 騨


Não sei o que escrever. Na verdade, nem sei porque estou tentando postar alguma coisa, já que eu sei que não vai sair nada que preste. Não é que eu esteja sem idéias: as idéias eu tenho, simplesmente não estou muito boa pra escrever hoje (hoje???).
Tetando tornar tudo mais simples, vou simplesmente aos fatos:
Não aguento mais as brigas aqui de casa. As brigas do meu "pai", pra ser mais exata. Aliás, não sei se pai é uma palavra que ainda possa ser usada nesse caso. Vocês acreditam que essa semana chegou no cúmulo de, durante mais uma das brigas (que começam do nada, de uma hora pra outra sem que ele tenha motivos) ele pegou um sarrafo de madeira e disse que ía bater em mim??? Vê se eu posso com isso... Como se por acaso eu tivesse medo dele. Nunca levei um único tapa nessa vida, já disse e repito que não vai ser agora, com 21 anos na cara que vou apanhar, ainda mais de alguém como ele, que se diz tão fiel e temente a Deus, as que no fundo parece mais viver com o capeta no corpo e n sabe respeitar nada e nem ninguém. Levantei de onde eu estava sentada, parei na frente dele e mandei bater. Nisso minha mãe se enfiou na frente e não deixou. Isso é que me irrita. Queria que ele tivesse batido. Eu ía enfiar nele a primeira coisa que tivesse por perto, oúnico detalhe é que as coisas que estavm por perto eram: um rádio e duas tesouras. E se me perguntarem se eu teria coragem, e resposta é sim, porque exitem coisas na vida que eu não suporto, entre elas, falta de respeito (principalmente quando envolvem minha ), falta de caráter e covadia. Se um "homem" diz que vai fazer algo, faz logo. Odeio que me ameacem, se diz que vai bater, bate logo, mas eu não apanho quieta, porque como diz minha mãe, ela não fez filha pra ser mal tratada por qualquer um. E se me perguntarem se eu não tenho pena de falar assim do meu próprio pai, a resposta é não, porque quem tem pena é galinha e urubu. Porque diabos eu teria pena de quem chama a mim e minha irmã de putas e diz que foi minha mãe que deu o mal exemplo? Aliás, quando ele me chama de puta, eu sempre digo que não sou puta não, porque puta é quem dá por dinheiro, e eu dou só por esporte. A criatura teve a capacidade de dizer pra uma vizinha nossa (que aliás, é amiga da gente, então, é óbvio que minha mãe ficaria sabendo) que ele não vai sair do conforto que tem aqui em casa, que os encomodados que se mudem, e que é por isso que ele ainda dorme na cama enquanto minha mãe dorme no quarto comigo e minha irmã. Eu nem me surpreendo que ele seja assim, tendo em vista que ele é filho de dois trastes que nem sequer merecem ser chamados de seres humanos, duas pessoas que foram más a vida inteira e que hoje são dois velhos que vivem sozinhos. Há quem diga que eu sou cruel em falar assim deles, mas algumas pessoas parecem esquecer que os canalhas também envelhecem, e que nem por isso o seu passado é apagado (e eu tenho uma memória excelente).
Não acho que eu seja uma pessoa cruel por causa disso, sou apenas realista. E também não sou uma pessoa fria e sem sentimentos, muito pelo contrário, eu sou bem sentimental, até demais eu diria. Choro à toa, vivo tentando ajudar as outras pessoas, mas eu acho que ser uma pessoa boa não quer dizer que eu tenha que ser uma pessoa boazinha que tenta parecer a madre tereza e que acha que todo mundo é bom, porque eu sei que nem todo mundo é bom, que nem todo sorriso é verdadeiro. É aquela velha história: eu sou boa, mas não abusa porque não sou idiota.
Tudo isso foi apenas pra dizer que eu não sei como minha mãe suporta viver assim, isso me revolta, me irrita, me tira do sério de um jeito que vocês não podem nem imaginar. Eu acho que a vida só é ruím se a gente permite que seja assim, eu acho que só depende de nós mesmos fazer as coisas serem melhores, e que se fosse meu marido, eu nunca suportaria tantos desaforos.
***
Bem que eu avisei que hoje não sairia nada que prestasse... quem avisa, amigo é!
***
Tem uma música que eu adoro, e nela um trecho que vem bem a calhar nesse momento:
"... nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte..."
Isso também me faz lembrar de uma coisa que o Juliano me disse um dia:
"Eu não quero te ver chorando, quero te ver sempre sorrindo. Tu não é uma menina fraca que fica chorando pelos cantos. Eu te conheço, eu sei que tu é forte."
Ah o Juliano, sempre ele. Todas as vezes em que eu me sinto perdida e com vontade de chorar, eu lembro dessas coisas que um dia ele me disse, e é daí que eu tiro forças e volto a sorrir, mesmo quando tudo parece muito difícil.
É impressionante como na vida algumas pessoas nos ensinam as coisas e nos ajudam sem nem perceber...
Por falar em Juliano, eu continuo esperando por ele, porque ele ainda tem tudo de mim e mesmo que ele não esteja aqui nesse momento e eu não possa tocar nele, ele está dentro de mim, e isso eu não posso (e não quero) mudar, e ainda não dedisti dele e nem perdi as esperanças, porque como li uma vez, "esperança não é a última que morre, mas sim a primeira que nasce quando tudo parece perdido".
***
E apesar de hoje não parecer, eu sou uma pessoa feliz, porque a felicidade vive dentro de nós, às vezes ela se esconde, mas ela está lá, basta que a gente a encontre todas as vezes em que ela teimar em se esconder.
P.s.: imagem retirada do site www.glimboo.com . Amei a imagem só por causa da borboleta presa no vidro, exatamente como eu me sinto hoje.

domingo, 22 de março de 2009

¨¨Quem você quer ser?¨¨

Vocês já perceberam como tem gente que parece realmente gostar de reclamar da vida?
Eu sei como é, vai, eu também reclamo às vezes, mas se a gente parar para pensar não existe bem um motivo para reclamar. Eu explico: a gente pode até pensar que a coisa vai mal, mas é só lembrar que sempre tem alguém em uma situação pior. Aí vocês poderiam me dizer que isso é frase feita e que se danem os outros. Pois é, eu concordo. Não é que eu não me preocupe com as outras pessoas, (muito pelo contrário), mas antes de me preocupar com os outros eu tenho que me preocupar comigo, certo??? Quer dizer, como é que eu posso me preocupar mais com os problemas do meu vizinho se eu não posso resolver os meus? Mas a questão não é se preocupar ou não. A questão é saber a maneira de se preocupar. Sim, nós podemos e devemos nos preocupar com certas coisas, mas não vale ficar se lamentando, chorando, se escabelando e culpando o mundo, o destino ou o que quer que seja. Perceberam a diferença entre se preocupar com alguma coisa e ficar reclamando da vida por causa disso? A diferença é que se preocupar é direito e dever dos seres humanos, por outro lado, reclamar da vida por causa dessas coisas que nos preocupam é imaturidade e egoísmo (sim, egoísmo, porque nós não somos sequer capazes de pensar que nossos problemas são muito insignificantes se comparados aos de outras pessoas).

(...)

Ser ninguém além de você mesmo em um mundo que vive tentando lhe transformar em outra pessoa é uma batalha árdua a ser enfrentada todos os dias. A única maneira de vencer essa batalha é sabendo a resposta para uma simples pergunta: Quem você quer ser: quem você realmente é ou quem o mundo gostaria que você fosse?

(...)

___Mudando de assunto___
Ontem eu fiquei pasma assistindo a novela das oito que só começa às nove. Ai não, é inacreditável que o Márcio Bahuan Sem Graça Garcia tenha tindo a capacidade de 'roubar' a noiva errada. Socorro né, tudo bem que o personagem dele é meio paspalhão, mas aí já foi exagero, por favor. Sorte da Juliana Maya Olhos Enormes Paes que agora é esposa do gato, lindo, maravilhoso e sarado Haji. No final das contas ela até que sai ganahndo com esse casamento!!!
Ai outra coisinha sobre essa novela, eu acho que a nojenta da Ivone vai dar o golpe e ficar com todo o dinheiro do idiota do Raul. Se ela fizer isso vai ser bem feito pra ele, a final de contas, ele é MUITO babaca.
P.S.: quando a novela começou eu jurei que não assistiria, mas quando vi o Haji mudei totalamente de idéia.

¨¨