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sexta-feira, 9 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
¨¨Estrelinha... esperança... mato e morro por você...¨¨
Na semana passada o filhinho de um colega de trabalho da minha irmã faleceu. Ele ía completar um aninho, mas todo o seu pouco tempo de vida foi passado dentro de um hospital. Os médicos diziam que se sobrevivesse ele não enxergaria, não ouviria, não falaria e nem ía poder andar, ou seja, ele ía vegetar, precisar de ajuda pra tudo.
É nessas horas que eu penso que às vezes é melho e descansar, parar de sofrer, mas aí eu fico me pergutando: como é que se conforma uma mãe que diz que ía amar o filho do jeito que ele fosse (e ela amaria mesmo) e que ameaça se matar??? Eu acho que não existe palavra no mundo que conforte a dor de uma mãe que perde um filho.
A impressão que fica é a de que uma vida se foi meio cedo demais, que o grande leão chamado vida engoliu mais uma presa.
Eu nem conhecia o bebê, o pai ou a mãe, mas todos os dias minha irmã contava a novidades, se estava tudo bem, se a criança tinha melhorado pelo meno um pouco. Eu conhecia bem a história, e era para ser a história alegre de um casal que teve um lindo bebê e então todos foram felizes para sempre, mas (e sempre tem um mas), a vida não é um conto de fadas: a vida é um leão que engole suas presas sem dó e nem piedade.
Um anjinho se foi, como se diz para as crianças, virou uma estrelinha, e não há estrela no céu que não possa ser alcançada.
***
__mudando de assunto__
§ No sábado teve baile lá no C.T.G. Dancei, me diverti, ainda estou com algumas bolhas nos pés, mas tudo bem. Só pra vocês terem uma idéia da situação, no final do baile eu já estava dançando sem sapato (que horror).
§ Eu ainda não tenho certeza, mas eu acho que o Juliano está solteiro. Eu acabei de dar aquela fuxica básica no orkut dele e não está mais escrito namorando. Quando ele começou a namorar a tal prima ele colocou lá que eles estavam juntos, e agora não tem mais. Isso pode não querer dizer nada, quer dizer, não tenho certeza, e também se ele estiver solteiro, isso não quer dizer necessariamente que ele vai ficar comigo, até porque opção de mulheres não é um problema para ele, mas já é uma coisa que me dá mais esperança (e eu sempre tive esperança, fiz até promessa pra tudo quanto é santo que existe). Ai, agora fiquei nervosa, que droga.
"...VOCÊ NÃO MERECE MESMO ASSIM EU TE AMO
VOCÊ NÃO MERECE MESMO ASSIM EU TE QUERO
VOCÊ NÃO MERECE MESMO ASSIM EU SOU MALUCA
MATO E MORRO POR VOCÊ..."
quarta-feira, 3 de março de 2010
¨¨O cheiro da morte¨¨
Por esses dias eu andei sentindo o cheiro da morte. Não foi nada demais, nada bizarro, aterrorizante ou mórbido.
Apenas um cheiro.
Aconteceu assim: eu, minha mãe e uma vizinha estávamos na sala tomando chimarrão comendo pipoca e assistindo 'Outono em Nova York' quando, de repente, minha mãe me olhou e disse: "vocês não estão sentindo um cheiro de morte?"
Não, nós não estávamos sentindo cheiro algum, não naquele momento. Pouco depois um ventinho leve entrou pela porta aberta refrescando aquele calor quase insuportável. Foi nesse momento que eu disse: "mãe, agora eu senti o cheiro."
Nossa vizinha não sentiu, mas ele estava lá. Eu não explicar como é exatamente o cheiro. É uma mistura do cheiro de uma pessoa morta, com flores e mais alguma coisa que não sei dizer o que seria. É basicamente como aquele cheiro que a gente sente quando entra em uma sala onde estão velando alguém. Aquelas salas sempre tem um cheiro estranho, não tem???
Eu não sei explicar muito bem porque só fui em um velório em toda a minha vida. Era o velório da minha avó. Eu tinha 12 anos. Eu lembro que a sala tinha um cheiro esquisito mesmo, mas para mim a morte dela teve mais cheiro de leite com nescau, porque quando meu tio chegou aqui em casa para dar a notícia, era isso que eu estava bebendo, então quando penso na morte dela, não lembro daquele cheiro de sala de velório, mas sim de cheiro de leite com nescau. Vai ver cada morte tem lá seu próprio cheiro, ou talvez não tenha cheiro algum...
Mas que aquele cheiro de sala de velório andou aqui por casa, ah, disso eu não tenho dúvida.
***
Isso me fez pensar na vida, ou na morte, sei lá. Acho que pensei nas duas coisas, em como elas estão ligadas, em como tudo é tão pequeno, tão simples. Em como as coisas podem acabar em um simples piscar de olhos. E em como as pessoas ficam se lamentando por causa de uma coisa tão natural como a morte. Quer dizer, a gente passa a vida inteira sabendo que vai acabar, que sempre acaba, então, por que o drama nos velórios??? Eu acho de uma falta de respeito com o morto as pessoas ficarem durante horas olhando e chorando como se fosse o fim do mundo. Não que seja falta de respeito sentir dor, saudade ou uma melancolia enorme, nem o fato de chorar em si, mas o fato de chorar exageradamente, sofrer exageradamente, fazer tudo exageradamente (sendo que muita gente que vai em velório nem gosta do tal ser que é velado). Que ser humano gostaria que as pessoas ficassem chorando por sua causa??? Eu, definitivamente, não. Toda a minha família e os meus amigos sabem que quando morrer eu quero que doem os meus órgãos, depois façam um velório bem rápido (nada dessa história de as pessoas ficarem horas olhando pra mim e se lamentando) e mandem me cremar. Eu sei que é muito fácil falar, mas que na hora as pessoas não agem assim, mas é como deveria ser (pelo menos pra mim, e eu não sou a dona da verdade). Quem fica aqui tem que continuar vivendo, e eu sei que se eu morresse hoje teriam algumas pessoas no meu velório, pessoas que eu gosto muito e, ainda bem, eu consegui fazer amigos nesses, poucos, 21 anos de vida, e eu não gostaria de ver as pessoas sofrendo por mim.
Isso me fez lembrar de uma coisa que eu li em algum lugar, agora não consigo lembrar onde:
"Eu fiz um acordo de existência pacífica com a morte: nem eu fujo dela, nem ela corre atrás de mim.
Um dia a gente simplesmente se encontra."
Será que eu estou sendo fria??? Porque normalmente eu sou até bem emotiva (sentimental, dramática, chorona...), mas a morte é uma coisa natural, simples. Uma coisa certa, aliás, uma das poucas coisas de que a gente pode ter certeza.
Bem, o que eu queria mesmo saber é qual será o cheiro da minha morte. Sim, porque a minha morte não pode ter aquele cheiro de defunto misturado com flores e mais alguma coisa. Eu não quero flores no caixão não, acho horrendo. Quem quiser me dar flores, que dê agora (de preferência orquídeas e flores do campo).
***
Isso me fez lembrar que essa semana eu assisti (pela milésima vez) "A Sobrevivente". No filme a personagem conta que, antigamente, os cravos eram muito usados nos velórios para disfarçar o cheiro de putrefação, já que não se sabia ainda como preservar os cadáveres e essa flor tem um cheiro bem forte.
Não que isso interesse, foi só um comentário sem utilidade alguma.
***
Aliás, o post inteiro não teve utilidade alguma né... Só comecei a escrever sobre isso porque o cheiro que eu e minha mãe sentimos aqui em casa me deixou intrigada, pensativa (e meio doidona).
sexta-feira, 26 de junho de 2009
¨¨Insubstituível¨¨
Hoje não poderia ser diferente. Eu não poderia falar sobre outra coisa que não fosse a morte de Michael Jackson. O mundo acordou de luto (eu com olheiras, de tanto chorar). Ontem quando vi a notícia não acreditei que fosse verdade, mas é.
Um dia o mundo perdeu grandes artistas como Elvis, John Lennon e Kurt Cobain, ontem, perdemos mais um artista insubstituível. Ninguém fará o que ele fez.
Ele foi alguém que começou a cantar muito cedo, se tornou o maior astro da música mundial e deixa um legado incrível para todos nós.
Agora não faz sentido lembrar dos escândalos em que ele se envolveu, pelo menos eu não quero lembrar disso. Quero lembrar apenas do artista que ele foi e que, com certeza, muitas pessoas que ainda vão nascer terão a oportunidade de ouvir pois, ele se foi, mas sua arte vai continuar para sempre.
Um dia o mundo perdeu grandes artistas como Elvis, John Lennon e Kurt Cobain, ontem, perdemos mais um artista insubstituível. Ninguém fará o que ele fez.
Ele foi alguém que começou a cantar muito cedo, se tornou o maior astro da música mundial e deixa um legado incrível para todos nós.
Agora não faz sentido lembrar dos escândalos em que ele se envolveu, pelo menos eu não quero lembrar disso. Quero lembrar apenas do artista que ele foi e que, com certeza, muitas pessoas que ainda vão nascer terão a oportunidade de ouvir pois, ele se foi, mas sua arte vai continuar para sempre. O grande rei que viveu na terra do nunca agora nos deixa.
Que ele fique bem, onde quer que esteja.
Mesmo com você querendo me prejudicar
Agora você esta me deixando entojado
Porque você realmente quer me encurralar
Alguém esta preparado
Preparado para me pegar
Querem me prejudicar, me atingir
Mas por agora estou pouco me lixando
Você realmente quer me encurralar
Realmente quer me pegar
(Ele realmente acreditou que tinha)
Que tinha me cercado
(Ele realmente acreditou que tinha)
Eles acharam que tinham o controle sobre mim
(Ele realmente acreditou que tinha)
Controle sobre mim
(Ele realmente acreditou que tinha)
Eles acharam que podiam me controlar
Agora eu nunca serei inferiorizado
Você realmente quer me encurralar
(Realmente quer me pegar)
Agora estou pouco me lixando
Apesar de você querer me prejudicar
Alguém esta preparado
Preparado para me usar
Eles querem é me usar
Então falsamente me acusaram
Agora
Eles vão engolir isso como um cuspe
Porque ninguém pode me controlar
_
(tradução de This Time Around)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
¨¨História rápida sobre o destino (ou qualquer coisa do tipo)¨¨
Essa é uma breve historia real. No ano de 1995, John O'Neill assumiu a seção de contraterrorismo do F.B.I.. Durante seis anos o agente se dedicou a combater o terrorismo. No dia 22 de agosto de 2001 ele pediu demissão do órgão, pois no dia seguinte assumiria o cargo de chefe de segurança do World Trade Center.
Já dá para imaginar o que o destino, (ou qualquer coisa do tipo), havia reservado para ele. O fato é que depois de muitos anos trabalhando para combater o terrorismo, o próprio John O'Neill se tornou uma vítima. 20 dias depois de assumir seu novo emprego John morreu enquanto trabalhava. Ele foi uma das milhares de vítimas dos atentados de 11 de setembro.
Não sei se isso é destino. O que quer que seja, destino ou não, foi trágico, foi cruel e, depois disso, a vida de todo mundo mudou. A vida da família de John, a vida da família das milhares de vítimas, a vida de todos nós. O mundo mudou depois desse fatídico dia!!!
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