segunda-feira, 3 de agosto de 2009

¨¨Cartas¨¨


Pode parecer antigo, coisa do século passado ou algo assim, mas eu, em pleno século XXI, época dos e-mails e parafernalhas digitais, (sem as quais, confesso, não saberia viver), ainda escrevo cartas. Não que eu seja contra os e-mails, definitivamente não sou, mas gosto de escrever cartas. Não importa se a pessoa mora perto ou longe, mas eu gosto de sentar e escrever o que eu tenho vontade de dizer pessoalmente, ou o que eu jamais diria pessoalmente. Gosto de receber uma carta e saber que aquela pessoa gastou alguns minutos para escrever alguma coisa para mim. Ok, eu até concordo que os e-mails são muito mais rápidos e eficientes do que as velhas cartas, mas é disso que eu gosto: da espera por uma resposta, do tempo que alguém dedica.
Não que não se perca tempo enviando um e-mail, mas, pelo menos comigo é assim: leio os e-mails sem nem prestar muita etnção e já saoi deletando tudo, a menos que seja de alguma amiga/amigo especial. É por essa dedicação que eu sempre respondo com imenso carinho a cada um das pessoas com as quais me correspondo. Algumas são amigas que moram perto e que vejo com frequência, outras são pessoas que moram longe e que nem conheço pessoalmente, mas, para cada uma dessas pessoas existe um lugarzinho especial. Não... eu não estou usando aquela frase clichê de "você tem um lugarzinho especial no meu coração". Não é que essas pessoas não estejam nele, mas é que eu me referia a minha boa e velha caixinha prateada onde guardo todas as minhas cartas enroladas em papel de seda. Guardo também todas aquelas cartas que nunca mandei, aquelas que nunca ousei sequer escrever: essas guardo apenas na memória.
Mais do que papel, eu guardo as lembranças de cada pessoa que passou pelo meu caminho e, de alguma forma, marcou a minha vida.
(...)
Mas, eu não poderia acabar esse post sem comentar que meu mais novo afilhado, Eduardo, nasceu nesse domingo. Se felicidade matasse, nem preciso dizer o que já teria acontecido com essa pobre mortal. Ele e a mãe, com a qual troquei muuuuitas cartas ao longo do tempo, passam bem e devem voltar para casa amanhã. Só não estou mais feliz porque ainda não vi o baby pessoalmente. Não é que eu seja uma madrinha desnaturada, acontece que em épocas de gripe suína (e povo em desespero) as visitas foram reduzidas para uma por dia. Ou seja: a gente espera nove meses por um bebê e, quando a criança nasce, não pode ir no hospital para conhecer.
Detalhe: eu não estou com a porcaria de gripe suína e não é justo eu não poder ver minha amiga e o bebê.
Tirando isso, eu sou só felicidades!!!!

4 comentários:

  1. Também adoro cartas... Hoje em dia quase não escrevo, mas até uns cinco anos atrás, escrevia bastante. E guardo todas as que recebi.

    Beijos

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  2. Eu tb adoro cartas...
    Mas, ultimamente, recebo mais contas

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  3. Eu ADORO escrever e receber cartas tb!!!

    Acho q ja q n poderá ir no hospital, poderia escrever uma carta pro bb....e assim demonstrar tudo q ja sente antes de conhece-lo , que tal?

    bjs

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